Afroturismo, Memória e Identidade no Sul do Brasil
Seminário Rotas Negras de Terras Gaúchas
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Seminário Rotas Negras de Terras Gaúchas
Afroturismo, Memória e Identidade no Sul do Brasil

A realização do seminário em São Sepé também destacou a trajetória do CTG Ronda Crioula, entidade fundada por pessoas negras em 27 de maio de 1979, em um contexto marcado pela exclusão racial nos espaços tradicionalistas. A escolha do local reforçou a importância de promover encontros que reconheçam o protagonismo negro e ampliem os espaços de participação, valorização cultural e construção de políticas de igualdade racial.
Ao longo das atividades, os participantes contribuíram para a reflexão sobre os desafios e as possibilidades de fortalecimento do afroturismo na região Sul do Brasil. As trocas entre comunidades, entidades culturais, pesquisadores e representantes do poder público favoreceram a articulação de experiências e a construção de propostas para ampliar o reconhecimento dos territórios negros e incentivar iniciativas de turismo vinculadas à memória, à cultura e à identidade afro-brasileira.
Como resultado das discussões, foi apresentada, em 4 de setembro, a Carta de São Sepé sobre Afroturismo e Igualdade Racial, documento que reúne recomendações e propostas construídas a partir dos grupos de trabalho. A carta representa uma contribuição coletiva para o fortalecimento do afroturismo, a valorização da história e da cultura negra e a promoção da igualdade racial.
O seminário também contribuiu para a articulação de iniciativas voltadas à criação de uma Rede Sul-Brasileira de Afroturismo, com a perspectiva de aproximar comunidades, entidades e agentes envolvidos na valorização dos territórios negros. A proposta busca incentivar a cooperação, o compartilhamento de experiências e o desenvolvimento de ações que reconheçam a diversidade cultural e a participação negra na história da região Sul.
O evento foi realizado pelo CTG Ronda Crioula, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, por meio da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR), com recursos viabilizados pela Emenda Parlamentar nº 43530024, de autoria da deputada federal Denise Pessoa.
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O Seminário Rotas Negras de Terras Gaúchas: Afroturismo, Memória e Identidade no Sul do Brasil foi realizado nos dias 3 e 4 de setembro de 2026, em São Sepé, com o objetivo de valorizar a presença negra na formação histórica e cultural do Rio Grande do Sul, ampliar a visibilidade dos territórios negros e promover o afroturismo como ferramenta de preservação da memória, reconhecimento da identidade e desenvolvimento das comunidades.
A iniciativa integra o trabalho de valorização da história e da cultura afro-gaúcha, reconhecendo a importância das comunidades negras na construção social e cultural do estado. O seminário também buscou fortalecer o diálogo entre diferentes territórios, compartilhar experiências e incentivar a criação de iniciativas que contribuam para o reconhecimento do patrimônio cultural afro-brasileiro.
A programação reuniu atividades de formação on-line e encontros presenciais, totalizando 36 horas de atividades. Os dois dias foram dedicados à troca de conhecimentos, às rodas de conversa e à construção coletiva de propostas relacionadas ao afroturismo, à memória e à identidade. O encontro contou com a participação de lideranças comunitárias, representantes de comunidades quilombolas e tradicionais, integrantes de entidades culturais, pesquisadores, estudantes, gestores públicos, representantes de movimentos sociais e profissionais ligados à cultura e ao turismo.
As discussões abordaram a importância de conhecer e dar visibilidade às histórias e aos territórios negros, reconhecendo seus saberes, suas manifestações culturais e suas contribuições para a formação do Rio Grande do Sul. Nesse contexto, o afroturismo foi apresentado como uma possibilidade de valorizar o patrimônio material e imaterial das comunidades, fortalecer iniciativas locais e criar oportunidades de desenvolvimento a partir da própria história e identidade dos territórios.


Assista ao registro do Seminário Rotas Negras de Terras Gaúchas e acompahe, em poucos minutos, o que foi vivivo em São Sepé nos dias 03 e 04 de setembro: MEMÓRIA, FORMAÇÃO, ESCUTA e CONSTRUÇÃO de uma rede pelo afroturismo no Sul do Brasil
Programação Seminário
Dia 01 - MEMÓRIA, IDENTIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS
(03 de Setembro/2026)
Manhã
-
08h / 09h - Recepção Café Negrosul
Credenciamento e acolhimento cultural -
09h / 10h
Mesa de abertura institucional -
10h / 11h - Painel 1
Afroturismo, História e Memória do Povo Negro no Brasil -
11h / 12h - Painel 2
Presença Negra na Formação do Rio Grande do Sul -
12h - Almoço
Tarde / Noite
-
14h / 15h30 - Painel 2
CTGs Negros e a Reparação histórica no Tradicionalismo Gaúcho -
15h30 / 17h - Painel 3
Experiências Exitosas de Afroturismo no Brasil -
17h - Afrocafé
Lançamento do Livro Rotas Negras de Terras Gaúchas -
18h - Encerramento
Programação Seminário
Dia 02 - AFROTURISMO, DESENVOLVIMENTO E ARTICULAÇÃO
(04 de Setembro/2026)
Manhã
-
08h / 09h
Boas vindas e síntese 1° dia -
09h / 12h - Oficina 1:
Afroturismo, Desenvolvimento Econômico e Articulação: Construção de Roteiros Afroturísticos -
12h - Apresentação da Cartilha Culinária Ancestral Afrogaúcha
-
12h30 - Almoço
Tarde / Noite
-
14h / 15h30 -
Grupos de Trabalhos Temáticos (pt 2) -
15h30 / 17h
Plenária Final -
17h - Encerramento
Leitura da Carta de São Sepé sobre Afroturismo e Igualdade Racial
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Afroturismo

Viajar também é reconhecer histórias
O Seminário Rotas Negras de Terras Gaúchas nasce para abrir um espaço de debate, formação e articulação sobre o afroturismo no Sul do Brasil, com foco na valorização da cultura negra gaúcha e no fortalecimento de políticas públicas e iniciativas conduzidas por comunidades negras ligadas ao turismo.
A proposta parte de um reconhecimento simples e urgente: apesar da contribuição decisiva da população negra para a formação do Rio Grande do Sul, sua memória, seus territórios, suas manifestações culturais e suas trajetórias de resistência ainda seguem pouco visibilizados nos roteiros turísticos convencionais e nos espaços institucionais de valorização cultural. O seminário existe para ampliar esse debate como ferramenta de preservação da memória, geração de renda, fortalecimento comunitário e reparação histórica.
O evento acontece em São Sepé, no Centro de Tradições Gaúchas Ronda Crioula um espaço de grande relevância simbólica para a luta antirracista no Rio Grande do Sul, fundado por pessoas negras como forma de enfrentamento à exclusão historicamente presente no tradicionalismo gaúcho. A escolha do local reafirma o compromisso do seminário com a valorização dos espaços de resistência e protagonismo negro.
Reúne representantes de comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, gestores públicos, pesquisadores, estudantes, empreendedores do setor turístico, movimentos sociais, CTGs negros e lideranças comunitárias um ambiente de formação, articulação política, intercâmbio de experiências e construção coletiva de propostas para o fortalecimento do afroturismo no Sul do Brasil.
Experiências
Conhecer também é participar
As experiências que fazem parte das Rotas Negras nas Terras Gaúchas nascem dos próprios territórios.
São possibilidades de encontro com a cultura, a memória e os saberes afro-gaúchos, aproximando visitantes de pessoas e iniciativas que mantêm essas tradições vivas.
Aqui, cada experiência é também uma oportunidade de aprender, escutar e compartilhar.
Em breve, reuniremos neste espaço os caminhos, atividades, eventos e experiências que fazem parte dessa jornada pelo afroturismo no Rio Grande do Sul.

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Memória e Futuro

O caminho continua
Preservar uma história não significa deixá-la parada no passado.
A memória permanece viva quando é compartilhada, quando encontra novas gerações e quando pode ser reconhecida como parte do presente.
As Rotas Negras nas Terras Gaúchas nascem desse movimento: olhar para aquilo que já foi construído, reconhecer quem construiu e abrir novos caminhos para que essas histórias continuem circulando.
Por isso, essa caminhada também busca resultados concretos: o fortalecimento de redes entre territórios, a difusão de experiências de afroturismo pelo Sul do Brasil e a construção de propostas efetivas para políticas públicas de memória, patrimônio e turismo étnico-racial.
Porque cada território tem uma memória. Cada memória tem seus protagonistas.
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E cada caminho pode nos revelar uma nova maneira de conhecer o Rio Grande do Sul.
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