Afroturismo
Rotas Negras de Terras Gaúchas
O projeto Rotas Negras de Terras Gaúchas busca valorizar a presença negra no território gaúcho por meio da cultura, da memória, do patrimônio e do afroturismo. A iniciativa contribui para ampliar as narrativas sobre o Rio Grande do Sul, dando visibilidade às histórias e às contribuições da população negra para a formação cultural e social do estado.
O projeto também estabelece uma relação entre turismo, memória e educação patrimonial, criando novas possibilidades de conhecer os territórios a partir das histórias e experiências da população negra.
Você sabe o que é Afroturismo?
O afroturismo valoriza experiências relacionadas à história, à cultura, à memória e ao protagonismo das populações negras. Conhecer um território também significa conhecer as pessoas que o construíram, suas histórias, seus saberes, seus patrimônios e suas manifestações culturais. As Rotas Negras de Terras Gaúchas convidam o visitante a olhar o Rio Grande do Sul a partir dessas narrativas.
Conhecer o território. Reconhecer histórias. Valorizar memórias.
Uma rota não é feita apenas de destinos. Ela também é feita das pessoas que encontramos, das histórias que ouvimos e das memórias que levamos conosco. As Rotas Negras nas Terras Gaúchas partem desse entendimento para aproximar diferentes territórios e experiências relacionadas à presença negra no Rio Grande do Sul.
Cada comunidade, espaço cultural, manifestação, celebração ou iniciativa carrega conhecimentos que ajudam a compreender a formação do estado. São histórias que podem estar em um antigo clube social, em uma cozinha, em uma roda de dança, em uma festa, em uma comunidade quilombola ou na trajetória de uma pessoa que preserva um saber transmitido por gerações.
Por isso, nosso trabalho também é de escuta.
Queremos conhecer esses territórios a partir de quem os vive, reconhecendo seus protagonistas e valorizando as diferentes formas de preservar e transmitir suas memórias.
Ao reunir essas histórias, construímos uma cartografia que não se limita aos mapas, mas uma cartografia que conecta saberes, cria afetos, multiplica identidades e fortalece resistências.
É esse mesmo entendimento que nos leva a buscar a articulação entre territórios de todo o Sul do Brasil, quilombos, CTGs negros, comunidades tradicionais, pesquisadores e gestores públicos na construção de uma rede sul-brasileira de afroturismo, capaz de dar mais força e visibilidade a cada uma dessas histórias.
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